sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Como é a vida sem empregada doméstica.


Distribuir as tarefas pesadas entre os dias da semana é primeiro passo para organizar a rotina de quem cuida da casa por conta própria

Danielle Nordi - iG São Paulo
Fabio Setimio/ Fotoarena
Renata entre o marido, Pedro, e o filho: a família nunca teve empregada e sempre dividiu as tarefas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou o que muitas famílias já vinham observando no dia a dia: o número de empregadas domésticas diminuiu no Brasil. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011 mostrou uma queda no percentual de domésticas de 17,1 para 15,8 entre os anos de 2009 e 2011. Em números isso significa que, enquanto em 2009 as empregadas eram 6,6 milhões de trabalhadoras, em 2011 elas passaram a ser 6,1 milhões.
A explicação mais difundida para essa diminuição da mão-de-obra e consequente dificuldade em contratar empregadas e faxineiras seria a de que os trabalhadores domésticos, melhor remunerados atualmente, começaram a enxergar outras possibilidades profissionais. “A relação de trabalho do patrão com o empregado doméstico mudou muito nos últimos e anos e vai continuar mudando. Empregada tem tempo determinado. Ela não é mais para a vida toda. Quem vai contratar um empregado hoje em dia não pode mais ter essa expectativa”, afirma Rosângela Casseano, diretora do Aqui em Casa , site que coloca contratantes em contato com currículos de empregados domésticos.
Se antes a doméstica trabalhava mais de dez horas por dia, recebia salário mínimo e ainda desistia da folga semanal se o empregador pedisse, hoje ela sabe quais as leis que regem o contrato. “Atualmente a doméstica conhece muito bem todos os seus direitos. O acesso à informação é muito mais amplo. Com tantas mudanças, inclusive no nível salarial da categoria, muitas pessoas gostariam de não precisar mais dessa mão-de-obra. Mas isso ainda não é possível para todas as famílias”, afirma Rosângela. Para algumas, no entanto, viver sem empregada é uma realidade.
Estilo de vida
A esteticista Renata Gonçalves, 40, mora com o marido e o filho adolescente de 16 anos. Nunca teve empregada ou faxineira. “Eu tenho cachorro bravo em casa e ficaria complicado ter que prendê-lo para a empregada poder entrar e limpar tudo. O fato de ter uma pessoa estranha dentro da minha casa também me incomoda.”
Na casa de Renata é o marido, Pedro, quem se encarrega da maior parte do trabalho doméstico. “A minha carga horário no emprego é bem maior, então ele faz a faxina semanal. Meu marido não se incomoda. A gente acaba se adaptando ao estilo de vida que podemos ter”, afirma Renata.
Fabio Setimio/ Fotoarena
Renata e a família na cozinha: Pedro, o marido, é quem faz a maior parte do trabalho doméstico

Separada e com filhas gêmeas de três anos, a secretária e microempresária Thiciane Garcia Silva, 26, também adotou a ausência de empregada como estilo de vida. E não se arrepende. “Trabalho em um escritório de advocacia até o meio da tarde, busco minhas filhas e começo a cuidar da minha confecção de moda praia. Faço tudo sozinha e adoro. Não trocaria minha rotina por nada”, afirma.
“Já tentei ter faxineira, mas o serviço não saía bem feito. Eu sempre tinha que refazer algo e ainda tinha que pagá-la. Era trabalho em dobro. Resolvi dispensá-la e ainda acabei economizando”, conta.
Mesmo com uma vida corrida, Thiciane faz questão de preparar o jantar das filhas e reserva algumas tardes na semana só para elas. “Toda semana faço passeios diferentes com as meninas: cinema, parque, visitar amigos e parentes ou jantar fora. Posso dizer que hoje eu não preciso de empregada.”
Bruno Zanardo/Fotoarena
Thiciane e as gêmeas: lista de tarefas distribuída ao longo da semana

Uma tarefa por dia
Para dar conta de tudo, Thiciane utiliza o sistema de divisão de tarefas. Ela costuma lavar roupa duas vezes por semana e passar apenas na sexta-feira. Limpa a casa durante a tarde de algum dia da semana. Segundo a especialista em organização Ingrid Lisboa, dividir é realmente a maneira mais eficiente de manter a casa em ordem.
“Muitas pessoas deixam tudo para o sábado, mas fica muito cansativo. O fim de semana deixa de ser tão divertido. Além disso, é preciso não deixar as coisas acumularem. Cada item precisa ter um lugar certo para ser guardado”, ensina Ingrid.
A cabeleireira Suzana Sofia Gabriel Maximo, 29, casada e sem filhos, não consegue dividir a faxina entre os dias da semana devido à carga horária do seu trabalho, mas nem por isso perde o fim de semana fazendo faxina. “Eu limpo a casa na segunda-feira, dia da minha folga, e mantenho tudo em ordem durante o resto da semana. Para que contratar uma empregada se eu faço melhor? Não me incomodo em cuidar da casa e também não fico estressada se não dá tempo de fazer alguma coisa.”
Não tão à vontade assim com o trabalho doméstico, a advogada Thairiny Dakil, 33, mora sozinha há dois meses e não pretende continuar cuidando da casa sem auxílio. “Faço o trabalho da casa conforme minha inspiração do dia. Não sou neurótica com relação à bagunça, mas não tolero sujeira e, como não gosto de perder tempo limpando, não vejo outra alternativa. Penso em contratar uma faxineira no futuro próximo. Pelo menos de 15 em 15 dias.”
Europa
Se o Brasil começou a notar a escassez de mão-de-obra doméstica faz pouco tempo, em outros países essa realidade já é vivenciada há anos. A editora de imagens Milena Matrone Campos, 35, vive há quatro anos e meio em Estocolmo, na Suécia. Ela não tem empregada desde que passou a viver na Europa.
“Aqui na Suécia, e na Europa em geral, não existe essa cultura de empregada doméstica. As pessoas saem de casa muito novas e aprendem a se virar como podem. Além disso, o custo é alto pela qualidade do serviço”, explica.
Milena, com a ajuda do marido, consegue terminar a faxina da casa em poucas horas. Com um bebê a caminho, ela conta que as escolas oferecem período integral e os pais, normalmente, conseguem cumprir horários alternativos no trabalho e dividem a tarefa de levar e buscar as crianças. “Mesmo depois do nascimento do meu filho, não penso em ter empregada.”

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Empregados domésticos, uma carreira em transformação.



De acordo com o site da categoria (Sindoméstica) elas já chegam a mais de sete milhões de profissionais dentro dos lares brasileiros, porém mais de 74% delas ainda não são registradas, por opção delas ou por "economia" dos patrões.

Muito antes da libertação dos escravos, ao longo de 200 anos, o Brasil teve uma verdadeira abundância de trabalhadores domésticos. Tratava-se de pessoas de todas as etnias, vindas do interior para as capitais, para trabalhar em casas de famílias mais abastadas, com a intenção de fugir da pobreza e até a chance de conhecer um marido rico.

Hoje vemos esse profissional em disputa no mercado de trabalho. É comum conhecidos e vizinhos abordarem funcionários e fazerem proposta de trabalho. O serviço doméstico tão necessário a todos nós, passa por grande transformação. Estes profissionais estão se especializando, conhecem seus direitos e lutam por condições melhores de trabalho.

Mas o mais difícil ainda tem sido o encontro de bons profissionais, verdadeiros anjos em nossas casas. Surgem então agências de emprego e sites que aproximam os dois lados, como o site aquiemcasa.com.br, uma ferramenta virtual que conecta profissionais da área de serviços domésticos a contratantes de forma rápida, eficiente e prática.

O cadastro do currículo dos profissionais domésticos é totalmente gratuito e para ter o acesso aos dados do candidato, o contratante paga uma pequena taxa, mas se o contratante preferir ainda pode contratar uma assessoria personalizada.

Rosângela Casseano é Psicóloga, Hipnoterapeuta, Master em PNL e PersonalCoach
www.sucessoecarreira.com.br

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Empregados domésticos com carteira assinada não chegam a 40% em todos os estados do Brasil


A formalização entre empregados domésticos não chega a 40% em nenhum dos estados brasileiros. Apesar dos dados do relatório Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um Olhar sobre as Unidades da Federação, divulgado hoje (19) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), indicar que houve avanços na formalização dos trabalhadores do país – que chegou a 53,6% entre 2003 e 2010 –, o acesso à proteção social, a benefícios e à Previdência não atingiu os trabalhadores domésticos – ocupação que inclui empregadas, diaristas, jardineiros, motoristas, entre outras funções.
São Paulo é o estado onde há o maior índice de formalização, com 38,9% dos trabalhadores domésticos com carteira assinada, seguido por Santa Catarina (37,6%) e Distrito Federal (37%). No Amazonas, no Ceará e no Piauí, o índice de formalização não atinge 10% dos empregados domésticos – 8,5%, 9,3% e 9,7%, respectivamente.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), usados pela OIT no estudo, há 6,9 milhões de trabalhadores domésticos entre 16 e 64 anos no Brasil, dos quais cerca de 93% são mulheres – o que corresponde a 6,4 milhões de pessoas. Desse total, 61,9% são negras.
José Roberto da Silva, 40 anos, trabalha há 25 anos e não teve carteira assinada por 15 anos. Segundo ele, sua formalização foi feita por meio do incentivo dos patrões.
“Trabalhar dentro do que a lei garante traz mais conforto, segurança e a garantia de um trabalho mais digno, com aposentadoria. Todos os trabalhadores deveriam buscar emprego com carteira assinada”, disse José Roberto.
De acordo com a diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo, constata-se que os trabalhadores domésticos não têm os mesmos direitos que o conjunto dos outros trabalhadores assalariados do país.
“Houve aumento de formalização entre esses empregados, mas em ritmo inferior ao restante do mercado de trabalho”, informou Laís.
Desde 2010, tramita no Congresso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 478/10, a PEC das Domésticas, que tem o objetivo de reduzir a informalidade no setor e ampliar o direito dessas trabalhadoras.
De acordo com a proposta, os empregados deverão ter direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), limitação de jornada de trabalho, recebimento de hora extra e adicional noturno, férias, décimo terceiro salário, entre outros benefícios. A PEC ainda não foi aprovada porque não houve definição quanto ao número de dias de trabalho que caracterizarão o vínculo empregatício, o que atinge especialmente os empregados diaristas.

Aqui em casa: mais serviços.



Rosângela Casseano é psicóloga, hipnoterapeuta, master em PNL e personal coach, com mais de 20 anos de experiência em desenvolvimento de pessoas, atua como psicoterapeuta especialista em orientação profissional ministra cursos, palestras e workshops em todo o país. Seu principal objetivo como pessoa e profissional é ajudar as pessoas e as empresas a se tornarem melhores, facilitando para que se tornem mais seguras, mais talentosas e ajudá-las a desenvolver o máximo de suas competências. O site aquiemcasa é uma ferramenta virtual que conecta profissionais da área de serviços domésticos a contratantes de forma rápida, eficiente e prática.Tem como missão conectar profissionais em serviços domésticos honestos e comprometidos que estão em busca de oportunidades de emprego. Existem contratantes que precisam de verdadeiros anjos em sua casa, priorizando a ética e o respeito aos clientes, com agilidade e praticidade. Ela concedeu esta entrevista exclusiva para o Divina Proporção.Com.


Divina Proporção.Com  Qual o objetivo do seu site?

Rosângela Casseano – Fazer do portal um ponto de encontro entre os profissionais do mercado doméstico e seus contratantes.

Divina Proporção.Com  Por que ter um site de divulgação de empregos?

Rosângela Casseano – Um site de divulgação de empregos conecta pessoas e facilita a geração de renda por meio do trabalho. No caso dos trabalhadores do mercado doméstico, o portal tem como finalidade atender a alta demanda de pessoas interessadas nos serviços desses profissionais, que desde sempre têm dificuldade para encontrar candidatos disponíveis e informações preliminares essenciais de “bate-pronto”. No geral, esse mercado sempre funcionou mais na informalidade e por meio da indicação do boca a boca. Só que agora, a classe trabalhadora tem outros anseios, tem mais informação, sabe bem o que quer e pretende crescer nessa profissão. Do mesmo modo, os contratantes desses profissionais precisam se conectar, entender o que muda no cenário e se adaptar, pois a necessidade de contar com esse serviço aumenta a cada dia e se torna mais competitivo, principalmente, com a ascensão da classe C. Agora, integrantes dessa classe também disputam esses profissionais. Assim, dentro desse cenário, é que o “aquiemcasa” surge. O objetivo é facilitar o encontro entre as parte. Mas, principalmente, oferecer serviços exclusivos de análise de perfil, que minimizam erros de contratação, e assessoria jurídica, que tenta erradicar problemas nesse departamento também.

Divina Proporção.Com  Quais os profissionais que podem se inscrever?

Rosângela Casseano – Interessados em crescer e se desenvolver nas profissões de serviços domésticos: babás, empregadas, cuidadores, governantas, enfermeiros, motoristas, diarista, copeiro, caseiro e folguistas.

Divina Proporção.Com  Existem muitas empresas cadastradas que estão disponibilizando vagas? Quantas?

Rosângela Casseano – Esse serviço é voltado  às familias, residências que buscam os profissionais em serviços domésticos, dai o nome "Aqui em Casa".

Divina Proporção.Com   Como psicóloga, qual sua atuação nesse site?

Rosângela Casseano – Dar bom andamento aos encontros, tanto virtual quando pessoal, mas, principalmente, favorecer as análises de perfil para que o candidato ideal encontre o contratante ideal, além dos cursos profissionalizantes que daremos para qualificar melhor os profissionais.

Divina Proporção.Com    Quais os diferenciais do seu site para os profissionais?

Rosângela Casseano – As assessorias jurídicas e contábil, cursos profissionalizantes e as análises de perfil.

Divina Proporção.Com     Informações que queira acrescentar.

Rosângela Casseano – O serviço doméstico deve começar a ganhar muita força nos próximos anos. Assim, como nos Estados Unidos onde praticamente não há mais essa profissão por ter se tornado muito caro, é importante que patrões e profissionais aprendam a se tratar com respeito, harmonia e comprometimento.


Publicado por: Divina Proporção

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Em São Paulo, trabalhador só terá seguro-desemprego se fizer cursos

Fonte: www.jb.com.br


A partir da próxima terça-feira, os beneficiários do seguro-desemprego terão de realizar um curso profissionalizante gratuito em sua área de atuação para continuar a receber o benefício, informou a prefeitura de São Paulo nesta quinta-feira. A medida é válida para quem já solicitou o seguro em mais de duas ocasiões nos últimos dez anos. A pessoa que não se matricular ou desistir das aulas irá perder o benefício.

Para a realização dos cursos - que terão carga horária de 160 h -, os participantes irão receber auxílio-alimentação, transporte e material didático. A nova regra faz parte do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, do Ministério do Trabalho e Emprego (Pronatec) e valerá para os casos em que não houver oportunidade de trabalho compatível com o perfil do desempregado. 

Os cursos serão disponibilizados no ato de requerimento do seguro, diz a prefeitura, e a pré-matrícula deverá ser feita em uma das unidades do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT).

De acordo com a prefeitura de São Paulo, os cursos só poderão ser recusados caso não haja capacitação para a função do beneficiário; se for a primeira vez do pedido; se o beneficiário estiver recebendo a última parcela do seguro ou se estiver cursando outro curso reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) com a mesma carga horária ou superior à oferecida; ou ainda se o candidato estiver participando de processo seletivo de emprego.

Confira os cursos:

- agente de inspeção- ajustador mecânico - almoxarife - aplicador de revestimento cerâmico - assistente de produção - assistente de projeto visual gráfico - auxiliar administrativo - auxiliar de crédito- auxiliar de instalações hidráulicas- auxiliar de operações em logística- auxiliar de pessoal- auxiliar de recursos humanos- auxiliar de serviços em comércio exterior- auxiliar de transporte de mercadorias- auxiliar em web - carpinteiro de telhados- confecciona dor de artefatos de couro- confeccionador de bolsas em tecido- cortador de calçados- costureiro industrial do vestuário- costureiro- cuidador de idoso- desenhista de calçados- desenhista de moda- desenhista de produtos gráficos web- desenhista mecânico- eletricista de automóveis- eletricista industrial- encanador- estofador de móveis- fresador mecânico - inglês básico- instalador e reparador de redes de computadores- jardineiro- libras básico- lubrificador industrial - manicure e pedicure- maquiador- mecânico de suspensão de freios- mecânico de máquinas de costura- modelista- monitor de recreação- montagem e manutenção de computadores- operador de computador- operador de editoração eletrônica- operador de máquinas de usinagem com comando numérico- operador de sistema de climatização- operador de supermercado- operador de torno de comando numérico- operador industrial- padeiro- confeiteiro- pedreiro de alvenaria estrutural- pintor de obras- programador web- promotor de vendas- recepcionista- serígrafo - serralheiro de alumínio - soldador no processo mig/mag - torneiro mecânico - vendedor - vitrinista - zelador

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Nova lei das empregadas domésticas deverá pesar no bolso do empregador.


Fonte: Folha do Sertão


Nova lei das empregadas domésticas deverá pesar no bolso do empregador
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 478/10, que amplia os direitos das empregadas domésticas, deve ser votada em breve pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados. A nova lei garante às domésticas direitos semelhantes aos trabalhadores do setor privado: jornada de 44 horas semanais, direito a hora extra, adicional por trabalho noturno, FGTS, salário-família e auxílio-creche. Especialistas ressaltam que as novas regras devem pesar no bolso do empregador. 

“Se a empregada doméstica trabalhar horas extras, por exemplo, receberá as horas e os seus reflexos sobre as demais verbas, como: 13º salário, férias, entre outros. Certamente, o custo do trabalho também pode aumentar em 8% ao mês por conta do recolhimento de FGTS. E em caso de dispensa, haverá multa de 40% também sobre esses 8%”, avalia o professor de Direito do Trabalho da PUC-SP, Ricardo Pereira de Freitas, sócio do Freitas Guimarães Advogados Associados. 

A advogada Camila Rigo, da área trabalhista do escritório Innocenti Advogados Associados, concorda e completa: “as alterações propostas pelo projeto, se aprovadas, irão acarretar ao empregador doméstico um encargo muito elevado, com o comprometimento da renda familiar. E o aumento nesse encargo levará, consequentemente, a um aumento na informalidade”, salienta a especialista.

No Brasil há cerca de 7,2 milhões de trabalhadores domésticos, dos quais dois milhões não têm carteira assinada. A Comissão Especial da Câmara que analisa o tema ainda não remarcou a votação, que já foi adiada por duas vezes.

Caio Prates – caio@libris.com.br